sexta-feira, setembro 29, 2006

Lisboa em três (breves) olhares

Bem, cá vão três olhares (do mesmo observador) de Lisboa, em três momentos diferentes e três diferentes locais e ambientes...

1- De manhã, o lugar é o Parque das Nações, estou virado po Tejo, maravilhoso, brilhante, reluzente, o Sol brilha lá no alto, à direita o Pavilhão Atlântico, atrás fica a Gare do Oriente e o C.C.Vasco da Gama, à esquerda fica a (maravilhosa) ESTeSL (Escola Superior de Tecnologias e Saúde de Lisboa), a minha universidade (provisoriamente, digo eu). A melhor palavra para descrever o momento e a sensação vivida: Beleza!

2- Final da tarde, tipica romaria à Luz (sim, ao Estádio do SLB), as pessoas juntam-se, encontram-se amigos, famosos, adeptos em geral, todos se conhecem, o ambiente é de festa (embora mais tenso que o normal) o motivo, esse já é bem conhecido, o mau momento de forma da equipa gloriosa...Descrição: Festa com triste final!

3- Noite tardia, submundo lisboeta. Junto ao Marquês de Pombal, nas paralelas e perpendiculares ruelas que envolvem a Av. da Liberdade de Lisboa, ambiente estranho e, ao fundo da rua, avisto ''vendedores de corpo'' (no masculino propositadamente), todo um conjunto de travestis que se prostituem (ao que dizem, habitualmente) naquele local, homens com ar de empresários (bem vestidos por sinal) frequentam, discretamente, esta zona. Noutra rua, numa ''casa de meninas'' (plo menos pelo aspecto) também são vistos vários homens bem vestidos (se calhar até casados) a entrar...Descrição: Miséria!

sábado, setembro 23, 2006

Braga-Lisboa numa visão egocêntrica


Madrugada cedo, parti rumo à capital, olhos semi abertos (ou semi fechados, depende do ponto de vista), fiz-me à estrada.
O tempo foi passando, o Douro e a Invicta ficaram para trás, Coimbra também não resistiu a minha passagem, e caiu no horizonte. A ansiedade normal de quem vai fazer algo tão esperado na vida começava a crescer.
O céu clareava, os primeiros (e timidos) raios de Sol apareciam mesmo por cima de mim, como se apenas tivessem vindo para me iluminar o caminho...
Após vários quilómetros de viagem, estava em Lisboa. Não, não vi nenhuma placa sinalizadora ou local que conheça, apenas uma interminável fila de carros, o stress tipico da capital...
Passada esta fase mais entediante da viagem, o Tejo estava ao fundo, e a beleza tipica do local onde vagueava não deixava dúvidas, estava no Parque das Nações!
À porta da minha universidade pensei ''Por quanto tempo vou eu ficar aqui?''

Aguardo ainda uma resposta...

[A beleza de Lisboa é inegável, eu adoro a cidade, mas a distância, a razão e o coração, por vezes, levam-nos a fazer determinadas opções!]

(Relato escrito dia 20/set/2006, dia em que me inscrevi na universidade)

terça-feira, setembro 12, 2006

A dura certeza de ter que esperar



Espero...
Cansado de esperar
Entrego-me à inevitabilidade de uma crise de ansiedade!

Por isso escrevo
palavras soltas ao vento,
leves como as suas brisas,
amargas como esta espera cruel
dura e difícil de superar,
longe de ser uma história de encantar!

Então aguardo...
Qual decisão do Concílio dos Deuses,
qual resultado eleitoral,
qual mistério escondido,
qual dúvida existencial...
Qual perdição dos meus últimos dias!
Então aguardo...

Espero...

segunda-feira, setembro 11, 2006

9/11, O dia em que o mundo viu o Terror


Foi há 5 anos que o mundo viu com os seus próprios olhos a capacidade que algum homens têm de proporcionar terror a todos os outros.

A 11 de Setembro de 2001 o mundo mudou, nada voltara a ser o mesmo, a insegurança, a incerteza e, acima de tudo, o medo. Digam o que disserem estes atentados foram capazes, além daquelas imagens terriveis e de todas as mortes, de dar ao mundo o medo, o medo do que poderá acontecer num qualquer dia, talvez um dia solarengo e calmo como aquele 11 de Setembro.

Aquela imensidão de betão, todo o equipamento como telefones, computadores, secretárias, todas as vidas lá presentes, todos os ''salvadores'' que vieram de fora para salvar quem estava nas torres...Nada restou, apenas pó!

Quando os dois maiores pilares da ''maior nação do mundo'' desabam em alguns segundos (minutos após terem sido atingidos por aviões), o que podemos esperar?

Um dia negro na história da Humanidade que nos faz temer um fim triste e doloroso!

God bless the world...

[Que todas as vidas perdidas ''sirvam'' para aprendermos que há muita coisa a fazer e que a guerra não é solução para nada!]

sexta-feira, setembro 08, 2006

Bonito...Fascinante...Maravilhoso...


Rendo-me...não há outra força igual à da natureza, so ela é capaz de nos proporcionar estes momentos BRILHANTES!

[Pôr do Sol no Libano, em tempo de guerra algo que nos faz olhar para aquele lado do mundo com ''bons olhos'']

segunda-feira, setembro 04, 2006

Vénias à coragem e ao dinamismo


Este post resulta de uma reflexão acerca do concerto que presenciei ontem na Torre de Belém, em Lisboa, ''Da Weasel Goes Symphonic'' com os Da Weasel a actuarem sob a batuta do maestro Rui Massena e da sua orquestra.

Foi um concerto com uma qualidade indescritível, brilhante mesmo, mas isso não se deve (apenas) ao facto dos Da Weasel serem, para mim, uma banda genial e do facto do maestro e da sua orquestra terem qualidade suficiente para dar brilho e encanto a uma noite de Verão muito quente num local magnifico como a Torre de Belém, mas sim à ousadia e à vontade de homens corajosos e dinâmicos o suficiente para misturarem dois estilos de música opostos numa conjugação que teve como resultado uma noite muito bem passada.

Aqui fica provado que a música é uma linguagem que pode ser falada por pessoas distintas, que apesar de existirem estilos de música tão diferentes como a clássica (ou herudita) e o Hip-Hop, não existe qualquer barreira que impeça a sua junção.

Fez-se ''Uma página de história''!

Usando palavras de um dos génios presentes ontem em palco: ''Chamem-lhe clássica, herudita, de câmara, rock, pop ou Hip-Hop, isso pouco interessa,é MÚSICA e quando é boa...''